31/07/10
+ Consultoria em gráfica: vale a pena?


 
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A escala de oportunidades com a impressão de dados variáveis
Como aumentar a oferta de serviços com dados variáveis

Por Hamilton Terni Costa

Em um dos recentes encontros mensais da PODi o tema principal foi impressão de dados variáveis ou VDP. Nessa ocasião, montamos um gráfico relativo ao que chamamos de “Escala de impressão variável”, de acordo com uma definição, digamos acadêmica, feita pelo professor Frank Romano, do Instituto Rochester de Tecnologia. Nela colocamos o que, em nosso entendimento, um impressor/gráfica deve gradualmente incorporar como competências e tecnologias se quiser evoluir na escala até um grau de fornecedor de soluções de impressão e marketing.

Sim, esse é um caminho bastante possível e que já está sendo galgado por aquelas empresas que tem procurado diferenciações significativas no mercado, agregando valor ao produto e levando soluções importantes do ponto de vista do cliente. Analisando o gráfico, podemos dizer que os três primeiros itens relativos à impressão digital de dados variáveis (simples, versões e híbrido) são de aplicativos que representam hoje mais de 90% de toda a produção do mercado brasileiro. A impressão de nomes e endereços com saudações e impressão variável em preto e branco ou colorida sobre uma base estática impressa em offset é o que predomina na maioria das gráficas digitais, especialmente as que mantêm os dois processos de produção.

Dessa forma, o desafio imposto e as maiores oportunidades de agregar valor estão na sequência dessa escala. Para esse crescimento, no entanto, há a necessidade de incorporação de competências por parte das gráficas.

O que isso significa? Tome como exemplo a questão do conhecimento e utilização de tecnologias e de ferramentas de marketing de relacionamento, e formação e adequação de bancos de dados como essenciais para o desenvolvimento de campanhas para os clientes. Essas competências podem estar internas na empresa ou serem ofertadas a partir de parcerias com agências ou profissionais de marketing. Os estágios posteriores nessa escala vão exigir também investimentos em workflows e softwares específicos, além de impressoras adequadas ao grau de exigência de qualidade. O investimento em workflow pode superar em mais de duas vezes o investimento em impressoras.

Essas são as principais razões que dificultam o desenvolvimento de gráficas nessa escala ascendente, pois, mais do que tudo, necessitam rever seus modelos de negócio para ofertarem soluções que vão bem além da impressão e da venda tradicional.

As empresas que começam a oferecer e a trabalhar com aplicativos Transpromo junto a seus clientes, por exemplo, sejam birôs de impressão transacional, sejam gráficas mais voltadas ao promocional, obrigatoriamente têm que subir nessa escala, integrar ações que envolvam desde a criação até a venda de espaços nos documentos, além de toda uma postura comercial convincente e integradora das várias áreas dos clientes como marketing, finanças e Tecnologia de Informação. Sem contar, claro, a implementação de workflows específicos e equipamentos de produção adequados.

Pode parecer difícil e complicado, mas essa trilha é a que pode levar muitas empresas hoje dedicadas à impressão digital a encontrarem o seu melhor e mais lucrativo caminho à frente.